BAPHÃO QUEER: descontruyendo las heteronormatividades Sudamericanas

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Destruir as práticas de normalizações
é a chave do ativismo queer. (Morris, 2007, p. 31).

Depois de atuar por grande parte do Brasil com performances, através da linguagem da performance e da fotografia, que provocam e questiona o fundamentalismo religioso, a bancada evangélica, as normas sociais – que limitam o direito da total liberdade de expressão, de gênero e de sexualidade -, o Baphão Queer embarca numa nova e grandiosa missão: contribuir na luta contra a homofobia e desconstruir a heteronormatividade pelos principais países da América do Sul. Uruguai, Argentina, Chile, Paraguai, Peru, Bolívia, Equador, Colômbia e Venezuela estão na rota do novo projeto que começa em janeiro de 2014.

Apesar da América do Sul ser um dos continentes mais tolerantes à homorealidade no mundo, ter a Argentina e o Uruguai que reconhecem o casamento entre pessoas do mesmo sexo, ter a “Lei Zamudio”- em reparação a Daniel Zamudio, morto, vitima da homofobia – no Chile que protege xs LGBTIQs da violência física e verbal em vigor, muito ainda deve ser feito. Ainda assim existem as práticas de heteronormatização, que oprimem e demonizam xs LGBTIQs no Sul da América e têm de ser destruídas. Além disso, a predominância das religiões cristãs, que historicamente discursam contra as praticas e o direito legal das vivencias homoafetivas dão embasamento para as violências homofóbicas. Mario Vargas Llosa, Peruano e ganhador do Prêmio Nobel de Literatura diz que: “Liberar a América Latina de esa tara inveterada que son el machismo y la homofobia —las dos caras de una misma moneda— será largo, difícil y probablemente el camino hacia esa liberación quedará regado de muchas otras víctimas semejantes al desdichado Daniel Zamudio.

Diante disso o Baphão Queer idealizou o projeto “BAPHÃO QUEER: descontruyendo las heteronormatividades Sudamericanas”  que irá percorrer parte da América do Sul. O projeto consiste em fazer ensaios fotográficos e performances que questionem as normas de heteronormatização que oprimem homossexuais efemenados em cada país visitado. “Esse projeto surgiu a partir da ideia de dar uma volta na América Latina. Até então, só existem parcerias com coletivos LGBTIQs no Uruguai e na Argentina, do Chile em diante o projeto segue sem qualquer tipo de apoio ou patrocínio. Sebastian Borghi, produtor e colaborador do Baphão Queer, segue comigo desenvolvendo essas ações. Escolhi fazer  três coisas em minha vida:  viajar, fazer amigos e levar alegria onde houver tristeza, acredito que tenho feito isso e muito me orgulho em poder dar a minha vida o sentido que eu quero. Querer é poder, sim!” Misael Franco.

Durante a realização do projeto o Baphão Queer não fará apresentações (performances) no Brasil com a formação oficial, mas a Oficina do Baphão irá continuar sob os cuidados de Vinicius Nascimento, coreógrafo do Baphão.

Então, meninxs, contamos com o apoio de vocês, mesmo que de forma virtual, a sempre ajudar o Baphão Queer a disseminar a ideia de um mundo livre de preconceitos e amarras. Compartilhem nossos ensaios fotográficos, o endereço do nosso blog, mostrem nossa página aos seus amigos e junte-se a nós nessa luta diária e necessária.

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Não é só por R$0,20 é pelo meu DIREITO DE SER VIADO E SAPATÃO, também!

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Passe batom, vá de saia, se maquie, se monte, e vá pras ruas mostrar sua saúde, BICHA!

Sabemos que essa onda de manifestações pelo país não são apenas pelos preços das tarifas de ônibus e, sim, pelos nossos DIREITOS. Portanto, Baphão Queer dá a dica: participe das manifestações do Passe Livre da sua cidade, e, na oportunidade, se manifestar contra a “cura gay” que de maneira covarde foi aprovada na Comissão de Direitos Humanos sob o comando, é claro, do Marco Feliciano., e, na oportunidade, se manifestar contra a “cura gay” que de maneira covarde foi aprovada na Comissão de Direitos Humanos sob o comando, é claro, do Marco Feliciano.

A “cura gay” é um retrocesso sem tamanho no nosso país, há mais de 20 anos que a homossexualidade deixou de ser considerada uma doença. A aprovação da “cura gay” só irar disseminar mais violência e preconceito aos homossexuais no Brasil.

Existem pessoas que são contra as manifestações dos homossexuais, alegando que a manifestação iria perder o foco, mas se estamos indo pra rua lutar e gritar pelos NOSSOS direitos, nós podemos lutar contra a “cura gay”, podemos gritar que o Feliciano não nos representa, podemos levar cartazes em favor da nossa orientação sexual, podemos pintar nossas caras com verde, amarelo, laranja, vermelho, azul e violeta e podemos parar o trânsito para mostrar a sociedade/mídia e a quem quer que seja que somos contra a bancada evangélica, SIM. Esses são os NOSSOS direitos e podemos lutar por eles quando/onde/como quisermos.

Baphão Queer no 5º ConUEB – Congresso da União dos Estudantes da Bahia.

O Baphão Queer será representado por Misael Franco, integrante do grupo, que foi convidado para compor a mesa do GD (Grupo de Discussão) LGTB: “políticas públicas e o combate à opressão”, no 5º Congresso da União dos Estudantes da Bahia que começa hoje, em Vitória da Conquista-BA, e vai até o Domingo, dia 16.

O ensaio fotográfico “Casulo – pelo direito de ser livre” e o artigo que conceitua as fotos serão apresentados para as pessoas que estiverem participando do GD, em esquema de palestra.

Então fica a dica: pra quem está na Bahia vale a pena ir conferir. Beijo nxs bonitxs!

 

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III Mostra de Performance – Imagem e Identidade

O ensaio fotográfico individual “Banheiros: sexo e autorretrato” de Misael Franco, foi selecionado para III Mostra de Performance – Imagem e Identidade, da Galeria Cañizares, que acontece entre os dias 20 e 23 de Maio de 2013, das 15 às 23h, na Escola de Belas Artes da UFBa.

Abaixo segue o convite para abertura da mostra.

Veja o ensaio completo clicando aqui.

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A Homofobia MATA, mas nós ainda estamos aqui!

Usar salto, passar batom vermelho e se expor no Facebook é, SIM, uma forma de contribuir na luta contra a homofobia no nosso país. Assumir-se LGBT é, SIM, uma forma de minorar a homofobia.

A maioria das vitimas da homofobia no Brasil são homossexuais efeminados, travestis e transexuais, obviamente, por conta da nossa sociedade que, com a (des)educação machista cristã, entende que ser, ou parecer, uma mulher é algo inferior e que o homem que abre mão da sua virilidade deve ser motivo de piada nas ruas, bullyng nas escolas e violência doméstica e urbana.

Hoje, no dia Internacional de Luta Contra Homofobia, Nós do Baphão Queer ressaltamos que somos, SIM, efeminados, damos muita pinta e nos ORGULHAMOS disso.

A Homofobia MATA, mas nós ainda estamos AQUI!

Foto: Amana Dultra © 2013
Edição: Alceu Menezes

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TRANSformação

O Baphão Queer se transformou, ou melhor, o Baphão se autossubverteu, afinal de contas, nós somos Queers e, como todos nós sabemos, “[…] queer é um corpo estranho, que incomoda, perturba, provoca e fascina” (Louro, 2008).

Hoje somos diferentes daquela diferença que éramos antes e temos total confiança que todxs vocês que acompanham o nosso trabalho irão nos abraçar, continuarão a nos apoiar e a nos aplaudir, porque a luta contra a homofobia é de todos nós. Desde o seu inicio, o Baphão disseminou o respeito à diferença, a aceitação ao novo e ao ‘estranho’, e é por isso que confiamos em todxs vocês.

A teoria da desconstrução sempre esteve presente em todos os trabalhos do Baphão Queer, nós defendemos a desconstrução da norma e, hoje, desconstruímos a nossa própria norma em favor da continuidade da nossa militância.

Vale ressaltar que Manassés Pessoa e Leonardo Pires foram fundamentais na formação do grupo, que o Baphão será eternamente grato por todo esforço e empenho dedicado por eles e que estaremos sempre de braços abertos caso haja o desejo de voltar ao grupo. Fica aqui registrado o nosso eterno agradecimento e reconhecimento.

O Baphão segue com Misael Franco, que participa do grupo desde o inicio, junto com os novos integrantes Vinicius Nascimento e Mauricio Costa e, como ninguém nasce Baphão, torna-se, nós desejamos boas-vindas aos novos integrantes do Baphão Queer.

Desde já agradecemos o carinho e apoio de todxs!

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